3 de abril de 2013

Mc.1.16-20


Jesus deixa-nos o exemplo de que precisamos caminhar entre as pessoas, não somos chamados para viver alheados da realidade que nos rodeia, o nosso chamado é para criar relacionamentos com aqueles que Deus vai colocando no nosso caminho e vida. A chamada de Jesus, é uma chamada para o discipulado, a cada dia somos desafiados a moldar a nossa mente e coração ao exemplo supremo que Jesus no deixou, numa caminhada de obediência e santificação. 

O alvo principal do chamado de Jesus, é discipulado, o nosso próprio, mas também a oportunidade de trazer outros, podemos perceber a urgência da proclamação e evangelização (1Co.9.16). 

A pronta resposta destes homens serve de exemplo para mim, reconheça eu a autoridade de Jesus que me chama, obedeça e deixe o que me possa impedir de o seguir. 

2 de abril de 2013

Mc.1.9-15


Jesus cumpriu a Escritura, Ele não desvalorizou o ministério nem o baptismo de arrependimento de João, Ele submeteu-se a toda a lei, a Sua identificação com os pecadores é notória neste Seu gesto. A presença de Deus trino é visível, e inicia uma nova era, que Jesus baptizaria com o Espírito. 

"Tu És o meu Filho amado...", quantas vezes tenho eu entristecido o coração do Pai, e quantas acções tenho praticado que não Lhe agradam, que no meu viver diário de obediência seja visível a acção do Espírito na minha vida, e a centralidade de Jesus seja realçada. 

Preciso de aprender que a Palavra e a Oração são armas fortes na batalha contra a tentação e o pecado, ainda que a prova seja dura (em dias ou em intensidade), e vivida no meio das feras, entretanto não o farei sozinho Deus está ao meu lado, a Sua proteção está lá, ainda que momentaneamente não a vejamos, Ele é fiel e cuida.

Ainda que adversidade se levante, o desejo de Deus é a proclamação das boas-novas, assim que a minha boca não cesse de dizer que "o Reino de Deus chegou..."

1 de abril de 2013

Mc.1.1-8

Jesus é o Evangelho, a relevância destas "boas-novas" continua hoje tão actual. O homem continua a precisar de ser confrontado com as suas más opções que o afastam de Deus, e é desafiado ao arrependimento dos seus pecados.

O exemplo de João, deve para mim servir de alerta, não sou eu o que mais importa, a minha vontade ou pessoa, o desafio é a cada instante exaltar Jesus, Ele é o que trás o perdão de pecados. A mim cabe-me apenas ser humilde e fraco mensageiro, sou mordomo dos dons e bens que Ele entendeu conceder-me.

Reconheço que debaixo da Sua orientação serei capacitado por Ele, para divulgar esta boa-nova, mas nunca esquecendo que é Ele que "baptiza com o Espírito Santo".

28 de março de 2013

A Inefável Generosidade de Deus


Ninguém deve nem sequer imaginar que a renúncia de Jesus em usar sua ilimitada autoridade (Mt 28.18) e seus extraordinários recursos em favor da liberdade e da vida foi algo suportável e fácil, à vista de sua dupla natureza (humana e divina). Naquele dia sombrio (as trevas cobriram toda a terra do meio dia às três horas da tarde), Jesus deixou-se prender (ele foi amarrado, algemado) e deixou-se matar (ele foi espancado, esbofeteado, açoitado, ferido e crucificado). Jesus não foi anestesiado antes de ser desprezado e rejeitado pelos homens, atingido e afligido por Deus (como representante do homem pecador), traspassado e esmagado por causa de nossas iniqüidades, e finalmente levado para o matadouro e eliminado da terra dos viventes (Is 53). 

Durante os seus trinta e poucos anos de permanência no tempo e na história e na companhia dos homens (Jo 1.14), em nenhum momento Jesus abriu mão de sua divindade nem de sua humanidade. Na madrugada daquela sexta-feira no Getsêmani, Jesus começou a entristecer-se e angustiar-se e desabafou com seus discípulos: “A minha alma está profundamente triste, numa tristeza mortal” (Mt 26.38). Ele chegou a desejar o afastamento do cálice de sofrimento e morte, na famosa oração três vezes feita com o rosto em terra: “Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice; contudo, não seja como eu quero [neste momento], mas sim como tu queres” (Mt 26.39). 

A prisão e a morte de Jesus Cristo não foram encenações teatrais, mas experiências vividas. Os dois infortúnios atingiram aquele corpo gerado pelo Espírito Santo no ventre de uma mulher virgem, que quase foi morto por Herodes ao nascer e que então morreu por sua espontânea vontade. É por isso que os celebrantes da Santa Ceia repetiu sempre: “Isto é o meu corpo, que é dado em favor de vocês” (1Co 11.24). Paulo deixa bem claro que a reconciliação entre Deus e os homens foi feita “por meio da morte do seu próprio corpo humano na cruz” (Cl 1.22, BV). Porque Jesus é "imprendível" e "imatável", mas deixou-se prender e matar em benefício da nossa plena redenção, “agradeçamos a Deus o presente que ele nos dá [o próprio e único filho], um presente que palavras não podem descrever” (2 Co 9.15, NTLH)! page28image384

Nem Tudo é Sexta-feira - Ed. Ultimato

27 de março de 2013

Páscoa

Os cristãos não podem abrir mão do Jesus sofredor nem do Jesus glorioso. Têm de olhar para o passado e enxergar a cruz e olhar para o futuro e enxergar a coroa. As duas estão sempre juntas; não no tempo, mas na história da salvação.

A Santa Ceia provoca a lembrança do Jesus do primeiro evento (o desfigurado) e do Jesus do segundo evento (o transfigurado). O primeiro nos dá a certeza de que o problema do pecado já está resolvido. O segundo nos dá a esperança da glória transbordante. A cruz abre caminho para a justificação; a coroa, para a glorificação.

Não podemos descartar nem a cruz nem a coroa; nem a desfiguração nem a transfiguração; nem as vestes tintas de sangue nem as vestes brancas como a luz; nem a descida aos infernos nem a subida aos mais altos céus; nem a Paixão nem a Páscoa; nem a humilhação nem a exaltação. Na sexta-feira, Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29). No domingo, ele é o Leão da tribo de Judá (Ap 5.5).

- Nem tudo é sexta-feira - Ed. Ultimato



26 de março de 2013

Nem Tudo é Sexta-Feira...



Na sexta-feira, Jesus...
Assume a culpa de tudo
dá a sua vida pelas ovelhas
derrama a sua alma na morte
morre por decisão própria

No domingo, Jesus...
deixa o túmulo vazio
Enxuga as lágrimas de Maria
Surpreende a todos
come com os discípulos

Por causa da sexta-feira e do domingo,
os cristãos não podem abrir mão...

Nem do Cordeiro nem do leão
Nem da morte nem da ressurreição
Nem da Paixão nem da Páscoa
Nem da cruz nem da coroa
Nem do Jesus desfigurado nem do Jesus transfigurado
Nem das vestes tintas de sangue nem das vestes brancas como a luz
Nem da descida aos infernos nem da subida aos mais altos céus.


"Nem tudo é sexta-feira" - Ed. Ultimato