28 de março de 2013

A Inefável Generosidade de Deus


Ninguém deve nem sequer imaginar que a renúncia de Jesus em usar sua ilimitada autoridade (Mt 28.18) e seus extraordinários recursos em favor da liberdade e da vida foi algo suportável e fácil, à vista de sua dupla natureza (humana e divina). Naquele dia sombrio (as trevas cobriram toda a terra do meio dia às três horas da tarde), Jesus deixou-se prender (ele foi amarrado, algemado) e deixou-se matar (ele foi espancado, esbofeteado, açoitado, ferido e crucificado). Jesus não foi anestesiado antes de ser desprezado e rejeitado pelos homens, atingido e afligido por Deus (como representante do homem pecador), traspassado e esmagado por causa de nossas iniqüidades, e finalmente levado para o matadouro e eliminado da terra dos viventes (Is 53). 

Durante os seus trinta e poucos anos de permanência no tempo e na história e na companhia dos homens (Jo 1.14), em nenhum momento Jesus abriu mão de sua divindade nem de sua humanidade. Na madrugada daquela sexta-feira no Getsêmani, Jesus começou a entristecer-se e angustiar-se e desabafou com seus discípulos: “A minha alma está profundamente triste, numa tristeza mortal” (Mt 26.38). Ele chegou a desejar o afastamento do cálice de sofrimento e morte, na famosa oração três vezes feita com o rosto em terra: “Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice; contudo, não seja como eu quero [neste momento], mas sim como tu queres” (Mt 26.39). 

A prisão e a morte de Jesus Cristo não foram encenações teatrais, mas experiências vividas. Os dois infortúnios atingiram aquele corpo gerado pelo Espírito Santo no ventre de uma mulher virgem, que quase foi morto por Herodes ao nascer e que então morreu por sua espontânea vontade. É por isso que os celebrantes da Santa Ceia repetiu sempre: “Isto é o meu corpo, que é dado em favor de vocês” (1Co 11.24). Paulo deixa bem claro que a reconciliação entre Deus e os homens foi feita “por meio da morte do seu próprio corpo humano na cruz” (Cl 1.22, BV). Porque Jesus é "imprendível" e "imatável", mas deixou-se prender e matar em benefício da nossa plena redenção, “agradeçamos a Deus o presente que ele nos dá [o próprio e único filho], um presente que palavras não podem descrever” (2 Co 9.15, NTLH)! page28image384

Nem Tudo é Sexta-feira - Ed. Ultimato

27 de março de 2013

Páscoa

Os cristãos não podem abrir mão do Jesus sofredor nem do Jesus glorioso. Têm de olhar para o passado e enxergar a cruz e olhar para o futuro e enxergar a coroa. As duas estão sempre juntas; não no tempo, mas na história da salvação.

A Santa Ceia provoca a lembrança do Jesus do primeiro evento (o desfigurado) e do Jesus do segundo evento (o transfigurado). O primeiro nos dá a certeza de que o problema do pecado já está resolvido. O segundo nos dá a esperança da glória transbordante. A cruz abre caminho para a justificação; a coroa, para a glorificação.

Não podemos descartar nem a cruz nem a coroa; nem a desfiguração nem a transfiguração; nem as vestes tintas de sangue nem as vestes brancas como a luz; nem a descida aos infernos nem a subida aos mais altos céus; nem a Paixão nem a Páscoa; nem a humilhação nem a exaltação. Na sexta-feira, Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29). No domingo, ele é o Leão da tribo de Judá (Ap 5.5).

- Nem tudo é sexta-feira - Ed. Ultimato



26 de março de 2013

Nem Tudo é Sexta-Feira...



Na sexta-feira, Jesus...
Assume a culpa de tudo
dá a sua vida pelas ovelhas
derrama a sua alma na morte
morre por decisão própria

No domingo, Jesus...
deixa o túmulo vazio
Enxuga as lágrimas de Maria
Surpreende a todos
come com os discípulos

Por causa da sexta-feira e do domingo,
os cristãos não podem abrir mão...

Nem do Cordeiro nem do leão
Nem da morte nem da ressurreição
Nem da Paixão nem da Páscoa
Nem da cruz nem da coroa
Nem do Jesus desfigurado nem do Jesus transfigurado
Nem das vestes tintas de sangue nem das vestes brancas como a luz
Nem da descida aos infernos nem da subida aos mais altos céus.


"Nem tudo é sexta-feira" - Ed. Ultimato

28 de fevereiro de 2013

Leitura: Lc.16.19-31

Quantas vezes vivo, sem ter os olhos abertos para aqueles que à minha volta vivem ou sobrevivem. Fico confortável na minha posição e vem ao de cima egoísmo e individualidade, preciso de entender que, aquilo que tenho não é meu, é graça, e por ser graça deve ser repartido. Quanto do que eu tenho ainda que sejam as minhas "sobras", poderiam ser suficientes para "encher", não só barriga mas também a alma de um amigo (vs.19-21).

A decisão de seguir Jesus e render a Ele a vida, como Salvador e Senhor tem reflexo na eternidade, a vida caminhada ao lado de Jesus trás esperança não só imediata mas eterna, ainda que como Lazaro não viva vida fácil, vale mais o consolo de Deus que o consolo do mundo. O nosso desejo de subsistir na nossa força, leva à rejeição da revelação de Deus que nos criou, e à recusa do Seu senhorio nas nossas vidas (vs.22,23).

Uma vida que caminha sem Jesus por perto, é arrogante e mesmo sofrendo, continua a não ter entendimento da sua situação. Ainda que o tratamento "filho", possa ser considerado carinhoso, a sentença já foi dada e não há como alterar o facto, a morte é eterna, assim bem como a vida é eterna na presença de Deus, escolha eu receber as "coisas boas" de Deus (vs.24-26).

O reconhecimento da parte do "rico" leva a perceber que existe inferno e céu, ainda que pense somente na sua família. Isto leva-me a reflectir para além do meu "eu", sou desafiado a perceber que parte da minha caminhada, deve ser feita com a minha família e com aqueles com quem a minha jornada se cruza, sendo Jesus a ser trazido ao de cima na minha vida, sendo o Seu poder a transformar a vida destes (vs.27,28).

A Palavra deve ser essencial na minha caminhada, o Seu testemunho é vivo, acções como, leitura, meditação, introspeção, oração e aplicação devem ser parte da minha caminhada diária (v.29).

O impacto da ressurreição poderia ser algo estrondoso, mas creio que momentânea, quero viver não de momentos ou picos de espiritualidade ou emoção, mas de uma caminhada séria com a Palavra, quero escutar a cada instante a voz de Jesus (vs.30,31).

22 de fevereiro de 2013

At.14.8-20


Quantas vezes aquilo que parece impossível aos meus olhos, e que eu sou incapaz de efectuar, é somente algo possível a Jesus, a minha percepção espiritual precisa de ser ajustada aos olhos de Jesus. Sendo o factor FÉ o essencial para a operação do Espírito Santo na minha vida. 

Tenha eu os pés bem assentes na terra, aquilo que eu faço ou venha a fazer, é por meio de Jesus e não há nada em mim de bom ou maravilhoso, retire Deus de mim a vaidade e substitua por verdadeira humildade, por um coração submisso à Sua voz.

Que a minha vida possa simplesmente mostrar Jesus. 

21 de fevereiro de 2013

At.14.1-7


Não é o meu esforço ou eloquência que transforma corações, a mim cabe apenas fidelidade a transmitir a mensagem, Deus conhece os corações e é o Seu Espírito que trabalha. A oposição não é só humana, convém não esquecer esta batalha espiritual. É Deus quem confirma a Palavra. Por isso a mim cabe apenas proclamar. Sofrimento é parte do caminhada cristã, saiba eu lidar com Ele e ser digno de ser chamado Filho.